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19/11/2025

  • Foto do escritor: Diego Drian Fernandes
    Diego Drian Fernandes
  • 19 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Mais um dia sob o olhar vigilante do vigia. Acordar ouvindo a mesma música que tocava na rua da minha casa durante a infância é muito engraçado e traz uma sensação gostosa de nostalgia. Porém, hoje enfrento a parte mais difícil de escrever um livro: o final. Despedir-se dos personagens aos quais criei apego e definir um desfecho para eles, seja um final aberto ou fechado, explicar cada ponto que ficou solto na história e revisar tudo diversas vezes. Mesmo escrevendo cerca de 40 páginas por dia e concluindo um livro a cada 10 a 15 dias, a fase de revisão consome mais alguns dias. É nela que relembro momentos divertidos da história e volto a rir, como se estivesse a escrevê-la pela primeira vez.

Passeando pelas redes sociais, tenho visto muitas pessoas demonstrando preconceito contra capas produzidas com IA. Só por o livro ter uma capa criada por inteligência artificial, não compram e nem dão chance à leitura, deduzindo que o conteúdo interno também foi feito inteiramente por IA. No dia em que a IA for criativa a ponto de criar algo completamente único — um livro perfeito, gerado do nada — será difícil saber se quem escreveu foi uma pessoa ou uma IA que aprendeu escrita criativa, como qualquer um pode aprender, e usou o conhecimento adquirido para produzir uma história original com técnicas existentes.

Algo parecido aconteceu quando as máquinas surgiram e transformaram o mundo. Ei, espera… essa é outra história. Estou falando da Revolução Industrial. Muitos diziam que ela acabaria com o trabalho da senhorinha que fazia tapetes com as próprias mãos. Hoje em dia basta escolher um desenho e o tapete fica pronto rapidamente. No entanto, o trabalho manual se tornou mais caro e de alto padrão. Quando você diz a alguém que o tapete foi feito à mão por freiras cegas da Noruega, todos ficam impressionados. Mas se disser que foi feito por IA, muitos torcem o nariz. É difícil entender por que tantas pessoas se colocam contra a evolução e a capacidade de produzir mais com menos esforço.

Eu mesmo uso IA nas artes, mesmo sabendo pintura realista e outras técnicas. Porém, eu levaria anos para finalizar todas as ilustrações dos meus livros. Estou trabalhando em um livro de RPG com 550 páginas, e cada imagem me tomaria cerca de 80 horas para finalizar manualmente. Isso levaria um tempo enorme se eu fosse fazer sozinho. Pedindo ajuda para a IA e depois ajustando os detalhes, consigo fazer quatro imagens por dia. Produtividade — talvez seja isso que assusta: a possibilidade de trabalhar mais, melhor e alcançar resultados muito rapidamente.

 
 
 

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